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05/02/2015 às 11h21m - Atualizado em 05/02/2015 às 11h36m

Policial Militar mata agente da Funase a tiros em Abreu e Lima após confundi-lo com assaltante

Homicídio ocorreu nesta quarta, em oficina no município de Abreu e Lima. Vítima não resistiu aos ferimentos e morreu; policial foi conduzido ao DHPP.

A Polícia Civil investiga a morte de um agente da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase) ocorrida na manhã desta quarta-feira (4), em Abreu e Lima, Grande Recife. De acordo com as investigações, uma pessoa se assustou ao ver o agente com uma arma e gritou pensando se tratar de um assalto. Um sargento da PM, lotado na Rádio Patrulha, que passava pelo local, reagiu e atirou. Só depois ele descobriu que o homem armado era um funcionário da Funase.

Duas pessoas estavam em um carro preto próximo a uma oficina, situada perto do Terminal de Ônibus de Caetes 1, em Abreu e Lima. Ao ver o veículo se aproximar do local, alguém teria gritado que era um assalto. Dentro da oficina estava o sargento da PM Manoel Santos, 53 anos, que acreditou estar ocorrendo um assalto. "Um dos homens [que estavam no carro] era conhecido do dono da oficina, cliente da oficina. O filho proprietário chegou gritando que tinham duas pessoas armadas em um carro. O sargento ouviu e depois viu o carro parado, com os vidros escuros", explica o delegado responsável pelo caso, Paulo Furtado.

De acordo com o delegado, o PM falou então para que abrissem o vidro do carro. "Ele então viu um movimento de mão, achou que estavam armados, se apavorou e atirou. O próprio amigo da vítima disse que foi trocar o CD", detalhou Furtado. O militar atirou contra o veículo e atingiu o agente socioeducativo Edmar Gomes Ferreira, 39 anos, que estava no banco do passageiro.

Após efetuar o disparo, o sargento ligou para a polícia informando o que ocorreu. Ele deixou o local e seguiu para o Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), no Recife. "Ele prontamente ligou para o Ciods [Centro Integrado de Operações de Defesa Social], informou o que tinha acontecido e se apresentou à guarnição do 17º [Batalhão], depois foi conduzido para a Delegacia de Homicídios. Primeiro, ele não sabia nem que era agente socioeducativo e eu não perguntei se a pessoa estava ou não armada, mas ele disse que a pessoa que gritou, categoricamente, afirmou que o agente estava armado, que era um assalto", relatou o sargento da Rádio Patrulha Gustavo Rodrigues.

De acordo com a perícia, a cena do crime foi modificada. "Percebemos que houve uma total descaracterização do local. A vítima, inclusive, estava em posição não adequada frente à dinâmica. O automóvel não estava na posição de origem. Sem dúvida, isso dificulta, embora a gente tenha conseguido montar uma dinâmica que dá a interpretação precisa na solução do caso", afirmou o perito Fernando Benevides.

Outro agente socioeducativo, Edvaldo Severino dos Santos, que também estava no carro, foi levado para Unidade de Pronto Atendimento de Paulista, porque teria passado mal, mas teve alta depois.
O delegado Paulo Furtado escutou o amigo da vítima e o sargento da Polícia Militar. Como o sargento acionou a polícia, não foi efetuado flagrante e ele vai responder ao inquérito de homcídio em liberdade. O corpo de Edmar Gomes Ferreira foi encaminhado para o Instituto de Medicina Legal (IML) do Recife. Ele trabalhava na Funase de Abreu e Lima.


Com informações do G1 PE

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