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30/01/2014 às 05h59m

Sport perde do Guarany-CE e se complica na Copa do Nordeste

Classificação no Grupo D da competição está cada vez mais difícil para o Leão

Desarrumado e sem o mínimo de criatividade, o Sport perdeu para o Guarany, nesta quarta (29), por 1x0, no Estádio do Junco, em Sobral-CE, pela Copa do Nordeste. Os rubro-negros reclamaram muito do lance do gol de Gugu, no fim da partida (queriam impedimento), mas a realidade é que, com dois pontos, na terceira posição, só um milagre pode levar o Leão à próxima fase do Nordestão.

O Sport só está na frente do Botafogo-PB, que perdeu quatro pontos no julgamento realizado antes da partida, pelo STJD, por ter atuado com o Sport com dois atletas irregulares, e está com menos três. O Guarany é o líder, com oito, e o Náutico, o vice, com quatro – ainda tem quatro confrontos pela frente, dois a mais do que o Leão.

O jogo começou a mil por hora. O Sport, desesperado para fazer o resultado, puxou a iniciativa. O problema dos rubro-negros foi confundir intensidade com pressa. Coisa de quem padece da falta de uma ação coletiva, estudada, treinada. A não ser por um breve momento, em que acreditou que poderia bater o Leão – após falta, Tiago Furlan obrigou Magrão a fazer ótima defesa –, o Guarany se manteve acuado, inerte.

Era tudo que o Sport queria, mas, ao mesmo tempo, não soube jogar com o receio do adversário. Apesar de atacar e sair em velocidade, os lances do Sport quase nunca eram bem trabalhados. Na ligação, Everton Felipe errava o último passe. E isso afetava o todo. Faltava a cadência. Alguém para segurar a bola, antever as jogadas. Virar o jogo. Naquela do desespero, o Sport exagerou nos cruzamentos para área, tentando um lance salvador de Neto Baiano, que não aconteceu.

O Sport fez um segundo tempo mais perdido do que o primeiro. O pouco de lucidez, em uma ou outra jogada, vista nos primeiros 45 minutos, simplesmente desapareceu. A sorte era que o Guarany se enrolava no embate de meio de campo que as duas equipes se envolviam e o jogo ficava truncado.

A realidade é que, assim como no confronto anterior com o Guarany, na Ilha do Retiro, o Sport mostrou que precisa, e muito, treinar para poder entrar nos trilhos. Até as trocas de passe mais simples são realizadas com um peso fora do normal entre os rubro-negros.

O técnico Geninho tirou Everton Felipe, em atuação apagada, e acionou Ananias. Sem entrosamento com a equipe, foi presa fácil. Faltando 15 para terminar, Érico Júnior entrou na vaga de Felipe Azevedo, naquela de “vamos ver o que acontece.”

Com a impetuosidade de Érico, o Sport tinha pelo menos uma referência nas jogadas de velocidade. O Guarany, do outro lado, mostrava perigo sempre que saía nos contra-ataques. O castigo para os rubro-negros veio aos 46. Após bate-rebate na área, a bola sobrou para Gugu, que tocou para dentro. Os leoninos reclamaram, mas não teve jeito.


Com informações do JC Online

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