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28/01/2019 às 10h33m - Atualizado em 29/01/2019 às 17h06m

Sobe para 60 o número de mortos em Brumadinho (MG); 292 estão desaparecidos

Ao todo, 292 pessoas continuam desaparecidas, 192 foram resgatadas e 19 corpos já foram identificados.

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Subiu para 60 o número de mortes confirmadas em decorrência do rompimento da barragem em Brumadinho (MG), na sexta-feira (25). O novo boletim foi divulgado por volta das 10h30 pelo Corpo de Bombeiros, que também reúne informações conjuntas da Defesa Civil, Polícias Militar e Civil.

Ao todo, 292 pessoas continuam desaparecidas, 192 foram resgatadas e 19 corpos já foram identificados. Os corpos que são resgatados são encaminhados para o IML para identificação. "Os óbitos contabilizados são os que o bombeiro localiza, faz o resgate e caminha para o IML", afirmou tenente-coronel Flavio Godinho, porta-voz da Defesa Civil de Minas Gerais. 

Godilho disse ainda que todas as instituições estão trabalhando para que haja ainda hoje uma lista unificada com os nomes das vítimas. "A duplicidade de listas traz desconforto para as famílias. Isso é preocupante porque está aparecendo listas não oficiais informando ao ente que a vítima ainda está desaparecida e outras mostrando que ela já foi localizada. Os órgãos têm o zelo de fazer uma lista oficial e, por isso, a demora na captação dos nomes", disse.

O porta-voz do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, tenente Pedro Aihara, detalhou a atuação dos bombeiros e dos militares israelenses nos trabalhos de busca. As primeiras tropas estrangeiras chegaram na manhã de hoje ao local e estão utilizando rastreadores de sinais de celular e sonares para encontrar corpos e sobreviventes. 

"As chances [de encontrar sobreviventes] são muito pequenas por causa das características do desastre, que são diferentes de desabamentos, situações em que há bolsões de ar. Nessa característica de lama, isso é muito difícil de acontecer, mas trabalhamos com toda a possibilidade", disse.

Ele rebateu críticas sobre a falta de celeridade no trabalho das equipes de resgate. 'A gente entende a angústia dessas famílias, mas é uma área de 10 km linear e mais de 4 km², e alguns milhões de rejeitos de minério. Um trabalho rápido, por mais que a gente se esforce, não é possível de ser feito na agilidade que as famílias querem porque o tipo de operação demanda uma série de peculiaridades", afirmou.

Aihara disse ainda que as autoridades estão cobrando o máximo de suporte às vítimas, mas essa "é uma operação de guerra que demanda esforços e compreensões de todas as partes".
 

 

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