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24/01/2014 às 08h26m - Atualizado em 24/01/2014 às 08h28m

Filha de pernambucana poderá ter guarda concedida a casal de amigos no Texas

Próxima audiência está marcada para o dia 29 de janeiro, ainda para tratar sobre a menina

Karine e a sobrinha Amy se encontram em audiência

O drama da pernambucana Karla Janine Albuquerque, de 43 anos, que se encontra presa no estado do Texas (EUA), começa a tomar um rumo favorável após a primeira audiência realizada na manhã desta quinta-feira (23). Na ocasião, ficou decidido que a criança, que chegou a sofrer abuso do padrasto, ficará por mais uma semana no abrigo. Porém, sua guarda poderá ser dada provisoriamente a um casal de amigos, que tem apoiado Karla há algum tempo nos Estados Unidos. A pernambucana foi parar na prisão após ser acusada de sequestrar a própria filha quando tentava fugir do ex-marido, o norte-americano Patrick Joseph Galvin, de 53.

De acordo com a família de Karla, a audiência foi tumultuada, sobretudo por parte do advogado de Patrick, Christopher Philippe, que teria agredido verbalmente a irmã da brasileira, Karine Santos, residente na Flórida e que esteve presente durante a sessão. Segundo Christopher, Karine não poderia estar lá pelo fato de ser brasileira.

Após o contato com Karine, a jornalista Isabelle Figueirôa, que é prima de Karla, disse que o juiz James Belton determinou uma nova audiência para o dia 29 de fevereiro que dará prosseguimento ao processo em relação à menina. “Desta vez haverá reforço policial, pois ele é conhecido por arrumar confusão. E caso ele tenha esse mesmo comportamento, poderá até ser preso”, relatou.

Em contato com a reportagem do Portal FolhaPE, a mãe de Karla, a defensora pública Kátia Sarmento, disse estar esperançosa. No entanto, ela acredita que o caso irá demorar a ter um desfecho. “Eu sou advogada e defensora pública aposentada. Pelo que venho acompanhando dos processos anteriores, vai demorar bastante. Mas estamos esperançosos, muito embora a gente saiba que isso vai se prolongar por um maior tempo”, disse ela, que também está tentando viabilizar, há cerca de um ano, o apoio do seu órgão de classe, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PE).

Outra medida que pode ajudar a família será a conquista da nacionalidade brasileira para a menina, já que o impedimento de ela vir para o Brasil é o fato de ter nascido nos Estados Unidos. No entanto, o Ministério das Relações Exteriores já orientou Karla no sentido de que ela também pode solicitar esse registro. Até o fechamento dessa matéria, a família não confirmou se Karla realizou esta solicitação.

CASAL

Em relação ao casal Patrícia e Steven, Kátia afirmou ser uma boa escolha para a guarda provisória da menina. "Essa família é um jovem casal, já estabilizado. Ele é diretor da escola e ambos são educadores. Fui lá no ano passado e conheci a família toda e, momentaneamente, entendo que Amy poderá ficar por um período com eles, que são cristãos e tem toda estabilidade de manter a criança", enfatizou a avó da menina.

ARRECADAÇÃO

Somado a todas as dificuldades que a família passa, está o fato dos custos elevados para o pagamento do advogado. Somente para a audiência de ontem, 3,5 mil dólares foram enviados para os honorários advocatícios. No site criado para a campanha, já foram doados um total de 1.702 dólares. No entanto, o valor só pode ser resgatado ao final da campanha, que está previsto ainda para daqui a 56 dias. A arrecadação também está sendo feita por meio da conta do Banco Bradesco (Agência 3201-8; C/C 0174551-4).

Com informação da Folha PE

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