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17/01/2019 às 09h48m - Atualizado em 17/01/2019 às 12h21m

Ceará: Policiais encontram 700 kg de explosivos em apartamento

Governador Camilo Santana discutiu em Brasília alternativas que permitam um uso maior de efetivos das Forças Armadas

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Policiais civis do Ceará apreenderam nesta quarta-feira (16) cerca de 700 quilos de explosivos. Investigadores suspeitam que o material encontrado em um apartamento do bairro Granja Lisboa, em Fortaleza, seria usado em novos ataques a pontes, viadutos e torres de telecomunicações no estado.

As autoridades também investigam se o material apreendido pela manhã faz parte de uma carga de 5 toneladas de explosivos roubada no fim de dezembro, antes de serem entregues em uma pedreira, em Aquiraz. Parte do material roubado foi recuperada por policiais no dia 12 de janeiro, em meio à onda de ações criminosas iniciada no último dia 2.

A emulsão explosiva e os rolos de cordel detonante apreendidos estavam em 23 caixas guardadas em um apartamento vazio. O Exército ficará responsável por guardar o material até que sua destinação seja decidida.

Discussão do caso em Brasília

Até a tarde desta terça-feira (15), 383 pessoas já tinham sido presas ou apreendidas, suspeitas de participar dos ataques criminosos. A atualização foi divulgada pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do estado hoje (16). Em meio ao cenário tenso de conflitos com as facções, o governador Camilo Santana esteve em Brasília e se reuniu com o Ministro da Defesa.

Em conversa com jornalistas ao fim da reunião, Camilo Santana relatou que discutiu com o titular da pasta formas de flexibilizar empecilhos ao emprego das Forças Armadas em situações como essa. “Existem algumas questões legais compreendidas que precisam ser revistas pelo Congresso Nacional e pelo país como um todo que restringem algumas ações. Mas estamos tentando encontrar caminhos para superar essas questões, como a participação das Forças Armadas nos estados”, afirmou, sem dar detalhes.

As ações de facções criminosas tiveram início no início do mês e deixaram em alerta todo o estado. Prédios públicos, viadutos, estradas, ônibus e locais com veículos foram incendiados ou atingidos de alguma forma pelos grupos.

Além de reforçar o policiamento ostensivo e a segurança em postos de saúde e hospitais, o governo estadual determinou que funcionários de empresas concessionárias de energia elétrica sejam escoltados por policiais militares ao realizar a manutenção de serviços elétricos, bem como os veículos de coleta de lixo.

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