14/01/2015 às 10h12m - Atualizado em 14/01/2015 às 10h16m

Defeitos em gravações suspendem audiência de instrução do caso Artur Eugênio

Material das oitivas de testemunhas de acusação serão encaminhados ao IC

Cláudio Gomes, um dos acusados, esteve na sessão

Contratempos vão protelar o andamento do processo a respeito do assassinato do médico Artur Eugênio, em maio do ano passado. Foi identificado, nesta terça-feira (13), durante a terceira audiência de instrução do caso, que as gravações dos primeiros depoimentos de testemunhas de acusação à Justiça estão com defeito e não ficaram audíveis. As oitivas foram realizadas em 14 de outubro do ano passado. A defesa do cirurgião-torácico Cláudio Amaro Gomes informou que tomou conhecimento da falha momentos depois de iniciada a audiência.

O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) informou que problemas técnicos prejudicaram as gravações. A magistrada solicitou o envio do material para o Instituto de Criminalística (IC) na tentativa de que os técnicos consigam recuperá-lo. Os especialistas terão dez dias para fazer isso. Até lá, novas audiências do caso estão suspensas, assim como ocorreu com a desta terça. A previsão é de que um novo encontro aconteça em fevereiro. A assessoria do TJPE confirmou também que, se a falha não puder ser revista, terá que chamar todos os depoentes do dia 14 de outubro para fazer novos relatos. A última testemunha de defesa só deve ser ouvida dia 5 de março, já que apresentou atestado médico.

Além dos acusados, familiares de Artur Eugênio também marcaram presença na sessão desta terça.

O caso
O corpo de Artur Eugênio foi encontrado com marcas de tiro, às margens da BR-101, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. Já o carro dele foi achado queimado no bairro da Guabiraba, na Zona Norte do Recife. Segundo a Polícia Civil, o assassinato teria sido encomendado como queima de arquivo. A vítima teria informações sobre irregularidades cometidas por Cláudio Amaro Gomes. Por esse motivo, Artur teria rompido a sociedade com o homem apontado como mandante.

As investigações apontam ainda que Cláudio pediu para seu filho, Cláudio Júnior, achar alguém que pudesse matar a vítima. Através de Jailson Duarte Cesar, com quem trabalhava, Júnior encontrou Lyferson Barbosa da Silva e Flávio Braz de Souza, o último envolvido que segue foragido. Depois de duas investidas no Hospital de Câncer de Pernambuco e no Real Hospital Português, os envolvidos conseguiram efetivar o sequestro nas proximidades da casa da vítima.


Da Folha de Pernambuco

Comentários

Outras notícias