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14/01/2014 às 10h46m

Eduardo Campos: quem apostar contra aliança com Marina vai perder

Dirigentes de PSB e Rede se reúnem dia 30 para definir plataforma e adiam definição sobre os estados

O PSB e a Rede lançam, no próximo dia 30 de janeiro, as bases do programa de governo para apresentar na disputa presidencial deste ano. Só após a divulgação dessa plataforma - que trará diretrizes macro do que as duas legendas querem para o Brasil -, deve acontecer o lançamento oficial da candidatura do governador Eduardo Campos (PSB) à Presidência da República, bem como da ex-senadora Marina Silva como vice. A decisão saiu após disputa travada nos bastidores entre as duas siglas. O PSB queria antecipar o anúncio da chapa majoritária para o fim deste mês, enquanto o grupo ligado a Marina pretendia postergar, fechando os nomes após a discussão programática. “Quem está torcendo para dar errado, aposte barato. Quem apostar caro, vai perder muito”, afirmou Eduardo, frisando que as divergências tão propagadas entre os dois partidos são externadas pela torcida do contra.

Campos não divulgou o local do evento, mas há indicativos de socialistas de que deve acontecer em São Paulo, como o ato realizado em 28 de novembro do ano passado, sendo transmitido ao vivo na internet. A cidade paulista é o maior colégio eleitoral do Brasil, porém ainda não há consenso entre as duas siglas sobre o candidato a governador paulistano. Os seguidores de Marina defendem uma candidatura própria, enquanto caciques do PSB, como o deputado federal Márcio França, esperam manter a aliança com o governador Geraldo Alckmin (PSDB). Contudo, França mesmo tem dito nos corredores do Congresso que já desistiu da possibilidade de concorrer ao Senado numa aliança com o PSDB.

Expectativa
A realização do evento programático em São Paulo, portanto, deve atender às expectativas da Rede para, em seguida, contemplar os socialistas. O PPS aderiu à aliança nacional, mas não fez parte das discussões iniciais por ter chegado depois, em 16 de dezembro do ano passado. “O documento tem diretrizes de caráter geral que vai orientar o debate sobre pontos específicos. Nele, mostraremos nossa análise sobre o momento pelo qual o Brasil passa, a visão de futuro, a estratégia de desenvolvimento mais adequada e a aliança política necessária para suportar um padrão como esse”, observou o governador.

Indagado se procedia a informação de que a Rede decidiria a situação de estados como São Paulo e Rio de Janeiro, onde há divergências externadas, Eduardo respondeu da seguinte maneira: “É verdade que Marina vai discutir junto conosco todos os estados. Em alguns, vamos conseguir aquilo que desejamos. Outros, não. Ninguém está aqui para impor à Rede e a Rede não tem espírito de nos impor absolutamente nada. Isso tudo está sendo feito com um diálogo mais fraterno possível”.

Segundo o governador, há convergências sinalizadas entre o PSB e a Rede em pelo menos 20 estados, enquanto as divergências acontecem em São Paulo, Rio e Paraná. “É óbvio que vão ficar insistindo nisso (em problemas) e o que vai desmentir é cada santo dia, cada atitude política, até o dia que não haverá mais espaço para esse tipo de torcida. Nós temos muito menos (problemas) do que nas outras alianças e temos disposição de resolvê-los”, minimizou Eduardo.


Programa

Crítico do atual pacto federativo, o governador Eduardo Campos afirmou que, no lançamento do programa de governo, que sairá do forno em junho, o PSB e a Rede deixarão claro quais tipos de repasses pretendem destinar ao Sistema Único de Saúde caso vençam as eleições. Eduardo diz que os estados e municípios têm percentuais estipulados, 12% e 15%, respectivamente, mas o governo federal não.

Equações estaduais

Em São Paulo, o deputado federal Márcio França (PSB), um dos escudeiros do governador Eduardo Campos, pretendia se lançar candidato ao Senado ou a vice-governador numa chapa com o PSDB. A Rede quer lançar a candidatura do deputado Walter Feldman. Ainda não houve acordo

No Paraná, a Rede vai apoiar a candidatura da deputada Roseane Ferreira, do PV, enquanto o PSB vai seguir apoiando a reeleição do tucano Beto Richa. Nesse estado, os socialistas temem que a divisão beneficie a candidatura da ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT).

No Rio de Janeiro, a Rede declarou apoio ao ex-ministro Miro Teixeira (Pros), que era um dos pré-candidatos do PSB. Mas o presidente do PSB no estado, deputado federal Romário, convidou Joaquim Barbosa pelo Twitter para ser o candidato. Ele também já disse ter simpatia pelo nome do senador Lindberg Farias (PT) e quer adiar o máximo a decisão.

Com informações do Diario de Pernambuco

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