13/01/2015 às 18h35m - Atualizado em 13/01/2015 às 18h47m

Processo que julga a morte do médico Artur Eugênio chega à 3ª audiência de instrução

Serão ouvidas testemunhas de defesa. Famílias de vítima e acusado pedem justiça

Ocorre nesta terça-feira (13) a terceira audiência de instrução que ouve testemunhas e recolhe provas sobre a execução do médico cirurgião Artur Eugênio Pereira, morto em 12 de maio do ano passado. Estão no fórum de Jaboatão dos Guararapes os três acusados – Jailson Duarte Cesar, Lyferson Barbosa da Silva, o também médico Claudio Amaro Gomes e seu filho Claudio Gomes Junior –, além de nove testemunhas de defesas.

No entanto, nesta etapa do processo, apenas as testemunhas serão ouvidas. Em uma outra audiência, ainda sem data definida, é que os acusados farão seu pronunciamento, para então a juíza Inês Maria de Albuquerque dar a sentença.

Também estão no fórum a viúva de Artur Eugênio e o pai, além da família do principal acusado Claudio Amaro Gomes. O curioso é que os familiares de ambas as partes vestem camisa que pede justiça. Alvino Luiz Pereira, pai da vítima, se mostrou sereno e foi precavido ao dar entrevista. Apenas disse que espera que a justiça seja feita. “Nós viemos pedir justiça, estamos clamando por justiça e temos certeza que a justiça está sendo feita, porque a primeira é a de Deus e depois vem a dos homens, e confiamos na justiça dos homens”, comentou.

Já o advogado de Claudio Amaro Gomes, Bruno Lacerda, acredita que não existem provas da participação de seu cliente no caso. “Não podemos trabalhar com conjecturas. Na verdade, tem que se verificar se há presença de provas vinculando o doutor Claudio Gomes a esses fatos, que a rigor essas provas inexistem. Daí a acusação pretender o que lhe resta, atribuir a participação de forma inconsistente ao doutor Claudio através de suposições, raciocínios, mas não há efetivamente nenhuma comprovação da participação de doutor Claudio”, afirmou.

O caso

O corpo de Artur Eugênio foi encontrado em 13 de maio de 2014, com marcas de tiro, às margens da BR-101, em Jaboatão. Já o carro dele foi achado queimado no bairro da Guabiraba, na Zona Norte do Recife. Segundo a Polícia Civil, o assassinato teria sido encomendado como queima de arquivo. A vítima teria informações sobre irregularidades cometidas por Cláudio Amaro Gomes. Por esse motivo, Artur teria rompido a sociedade com o homem apontado como mandante.

As investigações apontam ainda que Cláudio pediu para seu filho, Cláudio Júnior, achar alguém que pudesse matar a vítima. Através de Jailson Duarte Cesar, com quem trabalhava, Júnior encontrou Lyferson Barbosa da Silva e Flávio Braz de Souza, o último envolvido que segue foragido. A primeira investida para tentar capturar Artur teria acontecido no Hospital de Câncer de Pernambuco, um dos locais onde a vítima trabalhava. Câmeras do circuito interno de TV flagraram a ação. Sem êxito, eles foram ao Hospital Português e novamente não tiveram sucesso. A terceira abordagem, enfim, foi próximo à casa da vítima, quando conseguiram sequestrá-la.

Cláudio Amaro Gomes, Cláudio Amaro Gomes Júnior, Jailson Duarte Cesar, Lyferson Barbosa da Silva e Flávio Braz de Sousa foram indiciados por sequestro, homicídio, roubo, associação criminosa, estelionato e comunicação falsa de crime.

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