GB Bateiras

08/01/2015 às 06h48m

Cavalaria da PM aguarda resultado de exames para descartar surto de doença

Para evitar a transmissão da doença tanto para outros animais como para o ser humano, a Adagro determinou a suspensão do policiamento ostensivo montado

Os animais estão impedidos de sair às ruas desde o dia 18 de setembro do ano passado

O Regimento de Polícia Montada Dias Cardoso (RPMon), no bairro de San Martin, Zona Oeste do Recife, aguarda resultado de novos exames para descartar a possibilidade de um surto de mormo na cavalaria da Polícia Militar. Nesta semana, mais seis cavalos do regimento precisaram ser sacrificados após serem diagnosticados com a doença infectocontagiosa que não tem cura. Os animais estão impedidos de sair às ruas desde o dia 18 de setembro do ano passado, em cumprimento a uma determinação da Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco (Adagro).

Os resultados dos últimos exames realizados, divulgados na semana passada, apontaram que pelo menos seis cavalos do regimento estavam infectados com o mormo. A doença é provocada pela bactéria Burkholderia mallei e se manifesta nos equídeos (cavalos, mulas, asnos e jumentos). O mormo, também conhecido como lamparão ou farcinose, ataca o sistema respiratório do animal. Não há tratamento ou vacina que possa prevenir a zoonose. O ser humano também pode contrair a doença através do contato direto com a secreção ou sangue do equídeo infectado, mas existe tratamento e possibilidade de cura.

Segundo a Adagro, somente em 2011 foram sacrificados 13 cavalos infectados. Em 2012, o número foi de três animais que passaram por eutanásia, e em 2014 mais três cavalos. Para evitar a transmissão da doença tanto para outros animais como para o ser humano, o órgão determinou a suspensão do policiamento ostensivo montado. “A medida foi necessária para prevenir a possibilidade de contágio. A legislação determina que se houver um animal contaminado, ele precisa ser sacrificado e o local deve ser interditado”, explica a gerente geral da Adagro, Erivânia Camelo.

Por conta da medida, as aulas de equoterapia oferecidas no regimento para crianças com necessidades especiais também estão suspensas. Para que a tropa seja liberada, é necessário que os resultados de dois exames realizados em todos os animais, com um intervalo de 45 dias, seja negativo. O material para o primeiro teste foi colhido na terça-feira (6). O resultado sai em 20 dias.

De acordo com a Adagro, que também faz o acompanhamento dos animais nos regimentos de Caruaru e Garanhuns, no Agreste do Estado, o regimento do Recife foi o único que apresentou casos da doença.

JABOATÃO - O Centro de Vigilância Animal (CVA) de Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, também está interditado por apresentar um caso de mormo em novembro do ano passado. A Adagro coletou amostra de sangue de todos os cavalos do local. O resultado da análise deve sair em até 20 dias.

A DOENÇA - O mormo, também chamada de lamparão, é uma doença infectocontagiosa causada pela bactéria Burkholderia mallei, que pode ser transmitida ao homem e outros animais. Apresenta um corrimento viscoso nas narinas e nódulos sob a pele, nas mucosas nasais, nos pulmões, nos gânglios linfáticos, além de pneumonia, febre, fraqueza e prostração. A transmissão se dá pelo contato com secreções, urina ou fezes.


As informações são do Jornal do Comércio

Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem

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