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08/01/2014 às 19h07m

Ex-deputado Pedro Corrêa já está no Centro de Ressocialização do Agreste, em Canhotinho para cumprir pena de sete anos

Pedro Corrêa, condenado a sete anos e dois meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro durante o julgamento do Mensalão


Após duas horas de viagem, o ex-deputado Pedro Corrêa (PP) já se encontra no Centro de Ressocialização do Agreste, em Canhotinho, situado a 210 quilômetros do Recife. O político foi transferido do Centro de Triagem (Cotel), em Abreu e Lima, para a unidade prisional do Agreste.

Corrêa, condenado a sete anos e dois meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro durante o julgamento do Mensalão, foi acompanhado por cinco agentes penitenciários.

O secretário-executivo de Ressocialização, Romero Ribeiro, disse que a transferência do reeducando aconteceu dentro da normalidade. Pedro Corrêa não precisou de algemas, por ser idoso e não apresentar características violentas. A mesma conduta, no entanto, não foi adotada quando o ex-deputado veio de Brasília para o Recife, conduzido pela Polícia Federal.

No Centro de Ressocialização do Agreste, o político ficará numa cela de 12 metros quadrados compartilhada com outro reeducando. O deputado ficará no chamado Pavilhão dos Concessionados, área destinada aos detentos que apresentam bom comportamento e trabalham dentro ou fora do presídio.

Segundo o secretário, a unidade de regime semi-aberto oferece aos internos serviços em uma serralharia, carpintaria, piscicultura, casa de farinha, produção de hortifrutigranjeiro, além da criação de gado, ovinos e caprinos.

TORNOZELEIRA

Obedecendo ao protocolo destinado aos reeducandos que cumprem regime semi-aberto, Romero Ribeiro explicou que, quando Pedro Corrêa iniciar o trabalho externo, ele terá que usar a tornozeleira eletrônica. O equipamento é utilizado para monitorar e evitar fuga dos detentos.

Antes mesmo da decisão judicial - quanto à transferência - o prefeito de Santa Cruz do Capibaribe, Edson Vieira (PSDB), aliado de Pedro Corrêa, ofereceu ao aliado uma vaga em uma unidade municipal do Programa de Saúde da Família (PSF), com salário de R$ 5 mil

O advogado do ex-deputado, Plínio Nunes, explicou, nessa terça-feira (7), logo após o anúncio da mudança de Corrêa para Canhotinho, que a prioridade era definir onde o político cumpriria a pena e acomodá-lo. Ele destacou que várias propostas de emprego já foram oferecidas ao político, mas que a questão ainda não foi avaliada. “Nossa prioridade era definir a transferência. A questão do emprego será definida depois disso”, disse.

Com informações do NE 10

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