07/01/2016 às 10h43m - Atualizado em 07/01/2016 às 10h48m

43% dos prefeitos do Brasil encerram 2015 sem fechar contas

Mais da metade dos gestores (58%) afirmam ter dificuldades em manter as frotas de transporte para estudantes ou o pagamento do Piso do Magistério

Em pesquisa realizada na virada do ano, a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) apontou que 98,5% das cidades brasileiras afirmam sentir os efeitos da crise.

De acordo com o estudo, desenvolvido com 4.080 municípios, 43% das prefeituras brasileiras não tiveram como fechar o ano com o pagamento das despesas em dia. Entre as áreas mais afetadas estão a saúde e educação.

Mais da metade dos gestores (58%) afirmam ter dificuldades em manter as frotas de transporte para estudantes ou o pagamento do Piso do Magistério (58%).

O agravamento da crise econômica, aliada ao período de pagamento do 13º salário, comprometeu a imagem de gestores que hoje estão à frente da administração pública, de acordo com a avaliação do consultor da Rima Consultoria, César Rocha, que também elenca o corte de aproximadamente R$ 11,2 bilhões, anunciado pelo Governo Federal, como mais um entrave.

“Em situações de adversidade é preciso ser ainda mais assertivo na comunicação. Ações que antes tinham uma dimensão reduzida podem contribuir na construção de marcas, figurando de forma decisiva no enfrentamento dos momentos de crise”, afirma.

Segundo a previsão da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) de dezembro deveria ser 8,2% menor do que o recebido no mesmo período do ano passado.

“Os números demonstram a necessidade de ter ainda mais atenção para o planejamento de 2016, ano da disputa eleitoral. A população tem sentido de forma direta os efeitos do momento econômico no país. É preciso, no entanto, dar sinais claros de que é possível superá-la, apresentando uma perspectiva de futuro, superando o clima de pessimismo” comentou Rocha.

Neste momento de maior adversidade, segundo o consultor, a população deve entender que o problema tem causas concretas, que não podem ser encampadas como bandeira.

“O discurso, nesses momentos, não pode ser monotemático. Os gestores precisam ir além da administração da folha de pagamentos, devem buscar novas fontes de receita e não negligenciar a importância da coerência e da consistência no campo da comunicação, fundamental para a construção de um verdadeiro debate público”.


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