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03/01/2018 às 08h05m - Atualizado em 03/01/2018 às 08h09m

Cresce número de acidentados com fogos de artifício nas festas de fim de ano

O HR divulgou detalhes dos atendimentos as vítimas de queimaduras. Das quatro crianças feridas, duas permanecem internadas sem gravidade, mas uma dessas com ferimento no rosto.

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Subiu para nove o total de acidentes com fogos no Natal 2017 e no réveillon deste ano, revelou agora à tarde o diretor da Unidade de Queimados do Hospital da Restauração (HR), médico Marcos Barreto. Pela manhã havia seis casos, aos quais se juntaram outros três no período da tarde, um crescimento de 80% em relação aos registros de 2017. Segundo o médico, quatro crianças ficaram feridas por acidentes sem o acompanhamento de adultos. Duas delas permanecem internadas, sem gravidade, mas com a perspectiva de carregarem as marcas do acidente por muitos anos. 
 
As quatro crianças feridas têm idades entre sete e dez anos. A de nove anos, foi atingida na face, quando decidiu reutilizar e atear fogo na pólvora de uma bomba que não explodiu. “A sequela da marca permanece. É traumático. Melhora, mas vai lembrar (o acidente) por muito tempo”, disse Marcos Barreto. 
 
A criança de sete anos foi ferida numa das mãos. Nesse caso um ferimento sem maior gravidade, mas o médico Marcos Barreto aproveitou para fazer mais um alerta: fogos são causadores de muitas amputações de dedos das mãos. “Chegam pessoas sem dedos, geralmente o polegar, o indicador e o médio, de mãos destroçadas”, salientou. 
 
Após a conclusão e divulgação do balanço de ocorrências do réveillon 2018, então com seis casos, apenas um a mais que os cinco de 2017, o total teve que ser revisado. Chegou ao HR, no Derby, Região Centro do Recife, três adultos de uma mesma família, que tentaram soltar um artefato, possivelmente rojão, que mudou de direção e os atingiu nas pernas. 
 
Sobras perigosas – O médico Marcos Barreto avalia que o número de acidentes é até pequeno diante da incidência do uso de fogos. “Acho que o ideal seria que não tivesse fogos. Vejo a noite toda o pessoal soltando bombas. É uma incoerência. Pra quê isso? São momentos de celebração em que as pessoas bebem e há risco de acidente”, avaliou. 
 
O diretor da Unidade de Queimados do HR acrescentou a necessidade de se ter o cuidado de descartar sobras de fogos. O armazenamento inadequado acaba fazendo com que os fogos falhem e se tornem ainda mais perigosos, eventualmente explodindo quando alguém se dispõe a verificar porque falhou. Dos acidentes contabilizados nas festas recentes alguns ocorreram por uso de fogos que sobraram do São João.

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