11/10/2017 às 22h26m - Atualizado em 12/10/2017 às 07h24m

Técnico de enfermagem é preso suspeito de estuprar paciente em UPA de João Pessoa

Homem apalpou partes íntimas de jovem após aplicar medicamento que causa formigamento na região, segundo delegada.

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Foto: Ivomar Gomes Pereira

Um técnico de enfermagem de 47 anos foi preso suspeito de estuprar uma paciente dentro da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro de Cruz das Armas, em João Pessoa, na terça-feira (10). De acordo com a delegada Helena Vilela, da delegacia da mulher da capital paraibana, o homem também é suspeito de ter aplicado medicamento sem receita médica para causar formigamento nas partes íntimas da vítima. As informações são do G1 PB.

Por nota, enviada as 10h40 desta quarta-feira (11), a secretaria de saúde de João Pessoa informou que "estão sendo tomadas todas as providências administrativas cabíveis em relação ao técnico de enfermagem acusado de conduta não protocolar no atendimento de uma paciente", na UPA.

O crime teria acontecido por volta das 6h, após a vítima, uma jovem de 20 anos, dar entrada na unidade com um quadro de vômito e diarréia.

A delegada disse que segundo o relato da vítima, enquanto ela estava sonolenta, o técnico de enfermagem aplicou uma terceira medicação que causou formigamento nas partes íntimas dela e que, com o pretexto de aliviar os sintomas, ele levantou o vestido e a calcinha dela para fazer uma massagem. A jovem ainda disse que tentou reagir, mas não conseguiu por causa da fraqueza.

“O próprio suspeito contou em depoimento que aplicou a medicação sem estar no prontuário, mas que não fez isso de forma intencional a causar o formigamento. Ele disse ainda que quando tocou na virilha da vítima para aliviar os sintomas, ela reagiu e ele recuou, porém a jovem contou que ele continuou a apalpar a vagina dela e que ela não conseguiu reagir”, diz Helena.

Após o caso, a vítima dormiu e quando acordou, cerca de meia hora depois, o expediente do suspeito já havia encerrado. De acordo com Helena Vilela, a jovem relatou o crime para a mãe e para a coordenação de enfermagem da UPA, sendo orientada a prestar depoimentos na delegacia.

 

 

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