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13/03/2018 às 10h57m - Atualizado em 13/03/2018 às 16h55m

Fechamento de escolas na zona rural em cidade do interior da Paraíba ganha repercussão na imprensa nacional

Mesmo a prefeitura disponibilizando ônibus para os alunos estudarem em escolas próximas, pais e estudantes não aceitam.'É a nossa dignidade sendo ferida', desabafou um morador.

O fechamento de pelo menos dez escolas da rede municipal de ensino, a maioria localizada na zona rural do município de Areia, no Brejo da Paraíba, ganhou repercussão nacional em uma publicação na Revista Carta Capital. 

Na cidade, devido a decisão da gestão do prefeito João Francisco (PSDB) em 'renuclear' alguns estabelecimentos educacionais, pelo menos 50 crianças têm que estudar em salas improvisadas, graças a ação de voluntários. 

Mesmo estando em pleno século 21, o uso da lona preta e do giz branco é o que representa uma esperança na infância daqueles que esperam apenas da mão do poder público alguma solução para um futuro melhor.

A matéria é assinada pelos jornalistas Joelma Alves e Hyldo Pereira, que constaram in loco a realidade desses pequenos paraibanos.

VEJA TRECHO DA PUBLICAÇÃO

Golpe certeiro da Prefeitura de Areia levou 50 crianças à Lona

O ensino sob lona é a realidade dos estudantes matriculados na Escola Maria Emília Maracajá, fechada após 32 anos de funcionamento no Sítio Engenho Cipó, em uma comunidade formada por pequenos agricultores. Os pais improvisaram a estrutura ao fundo da escola que foi fechada no mês de janeiro deste ano. São pouco mais de dez metros quadrados coberto pelas lonas e três salas de aula com as turmas da pré-alfabetização e do 1º ao 4º ano do ensino fundamental.

Isabele Fernandes, de 7 anos,  sonha em ser professora. Assim como ela, José Cauã, 9, também tem o mesmo sonho. Os dois são filhos de agricultores e alunos da escola fechada. Mesmo com todas as dificuldades e a incerteza da possibilidade de estudar, José Cauã não desanima e diz que um dia vai ser professor de capoeira. “Sinto falta de uma sala melhor, quando chove aqui parece um rio. Mas eu venho todos os dias porque quero ser professor de capoeira”, disse o garoto.

O agricultor Luciano Firmino foi aluno da escola Emília Maracajá e ainda procura entender o porquê do fechamento da unidade. “Essa escola tem uma história. Queria ver meus filhos, assim como eu, também crescer dentro da unidade. Não vamos perder a nossa identidade do campo. Apesar da prefeitura disponibilizar ônibus para o transporte, a gente não aceita. É a nossa dignidade sendo ferida”, desabafou. 

Do portal PB Agora

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