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13/03/2018 às 10h41m - Atualizado em 13/03/2018 às 14h53m

Após anúncio de greve, Correios funcionam parcialmente em Pernambuco

Central de Distribuição funciona normalmente no Recife, mas há agência fechada em Caruaru.

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Apesar do anúncio de paralisação emitido pela Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), nesta segunda-feira (12) não houve registro de paralisação de atividades nas unidades dos Correios no Recife. A paralisação havia sido decretada em assembleia, mas, segundo a empresa, nenhum serviço foi paralisado, durante a manhã, em Pernambuco.

No Centro de Distribuição dos Correios, na Avenida General San Martin, na Zona Oeste do Recife, o atendimento funcionou normalmente, sem atrasos. Porém, em Caruaru, houve registro de agência fechada. Em Petrolina, também houve paralisação.

Em nota, os Correios em Pernambuco afirmaram que, na manhã desta segunda, nenhum serviço estava parado. A reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação dos Correios no estado para saber o percentual de adesão da greve em Pernambuco e quais serviços foram afetados e aguarda resposta.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos de Pernambuco (Sintect-PE), a adesão envolve cerca de 50% dos cerca de 3 mil trabalhadores da estatal no estado. Ainda segundo o sindicato, a greve afetou os serviços operacionais, basicamente, em agências e centros de distribuição, como recepção e entrega de cartas e encomendas. Por meio de nota, a diretoria do Sintect-PE informou que uma assembleia foi convocada para 15h da terça-feira (13).

A greve, segundo a Fentect, é em protesto contra alterações propostas pela direção dos Correios, entre elas no Plano de Cargos, Carreiras e Salários e no plano de saúde dos trabalhadores. Segundo a Fentect, a direção da estatal quer que os funcionários passem a arcar com mensalidades do plano e quer também a retirada dos dependentes.

Resposta dos Correios
A nota dos Correios em Pernambuco ressalta que "a greve é um direito do trabalhador", mas afirma que o movimento "serve apenas para agravar ainda mais a situação delicada pela qual passam os Correios e afeta não apenas a empresa, mas também os próprios empregados".

O texto destaca, ainda, que o plano de saúde, principal pauta da paralisação, foi discutido com as representações dos trabalhadores no âmbito administrativo e em mediação pelo Tribunal Superior do Trabalho, e que, após diversas tentativas sem sucesso, a forma de custeio do plano de saúde dos Correios segue, agora, para julgamento pelo tribunal.

A empresa afirmou que aguarda uma decisão por parte da instância julgadora para tomar as medidas necessárias, mas ressalta que "já não consegue sustentar as condições do plano, concedidas no auge do monopólio, quando os Correios tinham capacidade financeira para arcar com esses custos".

Informações: G1 Pernambuco

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